Menopausa vai além dos calorões: especialista alerta para sintomas que afetam sono, humor e qualidade de vida

Por Redação 4 min de leitura

Ondas de calor repentinas, noites mal dormidas, alterações de humor e mudanças no ciclo menstrual estão entre os sinais mais conhecidos da menopausa — uma fase natural da vida da mulher que, apesar de comum, ainda desperta dúvidas e inseguranças. Com impacto direto na saúde física e emocional, o período exige atenção, informação e acompanhamento médico adequado.

Segundo o ginecologista especializado em menopausa Wallace George Viana e Silva, professor do curso de Medicina da Universidade Positivo, a maior parte dos sintomas está relacionada à queda progressiva dos níveis de estrogênio.

“A maior parte dos sintomas da menopausa está relacionada à menor ação dos estrogênios no sistema nervoso central, como consequência da perda progressiva da função ovariana”, explica.

No Brasil, a idade média da última menstruação gira em torno dos 47 anos, mas os primeiros sintomas costumam aparecer antes disso, durante a chamada perimenopausa.

“Em média, os sinais aparecem cerca de dois anos antes da última menstruação, podendo variar entre os 47 e 52 anos. Fatores como tabagismo, quimioterapia e radioterapia podem antecipar esse processo”, destaca o especialista.

Calorões, insônia e alterações emocionais – Entre os sintomas mais frequentes estão os fogachos — as conhecidas ondas de calor —, além de ressecamento vaginal, irritabilidade, ansiedade, insônia, ganho de peso e diminuição da libido.

“O fogacho e o ressecamento vaginal são os sintomas mais específicos dessa fase. Os calorões acometem cerca de 70% das mulheres e podem variar de leves a intensos, com episódios que duram de minutos a horas e podem persistir por anos”, afirma.

As alterações hormonais também afetam diretamente o humor e o sono, podendo contribuir para quadros de ansiedade e depressão.

Quando procurar ajuda – O médico reforça que a mulher não deve esperar a interrupção total da menstruação para buscar orientação.

“O ideal é não esperar um ano sem menstruar para procurar ajuda. O acompanhamento pode começar antes, para avaliar o momento mais adequado para iniciar o tratamento”, orienta.

Além do controle dos sintomas, o acompanhamento permite monitorar riscos à saúde óssea e cardiovascular, que tendem a aumentar nessa fase.

Há formas de aliviar os sintomas – A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, boa rotina de sono e acompanhamento individualizado são fundamentais para atravessar essa fase com mais qualidade de vida.

“Dietas como a mediterrânea, com boa oferta de proteínas, contribuem para a manutenção da massa muscular e o equilíbrio do organismo”, destaca o ginecologista.

Em alguns casos, a terapia hormonal pode ser indicada, sempre com avaliação individual.

“A reposição hormonal deve ser avaliada de forma individualizada. Essa decisão deve ser tomada em conjunto entre médico e paciente”, reforça.

Um olhar mais acolhedor – Para o especialista, a menopausa não deve ser encarada como sofrimento inevitável.

“Hoje sabemos que é possível tratar e melhorar significativamente o bem-estar. As mulheres não precisam mais enfrentar esse período com sofrimento”.

Sobre a Universidade Positivo –A Universidade Positivo é referência em Ensino Superior entre as IES do Estado do Paraná e é uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta e mais de 400 mil metros quadrados de área verde no campus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A Instituição conta com três unidades em Curitiba (PR) e uma em Londrina (PR), e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de graduação, centenas de programas de especialização e MBA, cinco programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam cerca de 3.500 metros quadrados. Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UIGreenMetric. Desde março de 2020 integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Mais informações em up.edu.br/

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