Dia dos Namorados: espaços culturais de Curitiba contam histórias de amor

Por Redação 3 min de leitura

Telas dos cinemas, páginas de livros, quadros, esculturas e até monumentos estão repletos de histórias de amor. Mas, para além da ficção, os espaços culturais também são lugares de encontros da vida real. 

Próximo do Dia dos Namorados (12/6), duas histórias mostram como a arte aproximou casais. No Cine Passeio, houve até pedido de casamento. Já na Casa da Memória, o trabalho aproximou dois pesquisadores. 

Gabriel e Lysia

O Cine Passeio, cinema de rua da Prefeitura, foi o cenário escolhido por Gabriel Guerrino para surpreender a namorada, Lysia Pacheco, com o pedido de casamento. A arte cinematográfica sempre esteve na rotina do jovem casal, desde o primeiro date (encontro romântico). Filmes foram temas de conversas e dos encontros. Por isso, quando decidiu fazer o pedido, Gabriel não teve dúvidas sobre o local ideal.

“Quando pensei em pedir a Lysia em casamento, sabia que precisava ser em um cinema. Mas não poderia ser qualquer um e o Cine Passeio foi a escolha perfeita, por ser um lugar lindo, charmoso e cheio de personalidade”, contou o noivo.

Gabriel preparou um filme com a história deles na tela da Sala On Demand. A produção contou com a ajuda das amigas de Lysia. No fim do ano passado, ele alugou o espaço que fica no subsolo do Cine Passeio, organizou cada detalhe para que o pedido tivesse emoção, surpresa e final feliz. Deu certo: o casamento será no próximo dia 6 de setembro.

Imagem

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

“A sala é muito bonita e tem uma atmosfera que combina com a gente. Tudo ali tinha relação com o que vivemos como casal”, conta Lysia.

Além da emoção do pedido, Gabriel destaca o acolhimento da equipe do Cine Passeio. “Todo mundo foi muito receptivo e ajudou para que tudo desse certo”, diz.

Felipe e Ane Elize

O lugar do encontro foi a Casa da Memória, espaço voltado à preservação do patrimônio cultural do município. Há cerca de três anos, entre arquivos, pesquisas e conversas, nasceu o relacionamento do casal.

Imagem

Na época, os dois atuavam no mesmo setor, em funções diferentes. Felipe havia retornado da Finlândia, onde realizou parte do doutorado, quando foi contratado como pesquisador pelo Departamento de Patrimônio da Fundação Cultural de Curitiba. Ane já integrava a equipe, trabalhando com restauração e conservação de obras de arte e acervos.

Apesar da convivência diária, os projetos em comum eram raros. “O único trabalho que fizemos juntos foi a exposição dos 100 anos de Poty Lazzarotto, em 2024”, lembra Ane.

Imagem

Para transformar a amizade em romance, Felipe precisou vencer a timidez. O historiador virou poeta e escreveu um bilhete romântico para a amada. 

“Eu concentrado, lendo, tiro os olhos do papel e vejo a cena inescapável: a saia gentilmente balançando com a brisa, a silhueta contra o amarelo da parede, o corpo esbelto. No meu fone, por acaso, toca o piano de Chopin e, por um minuto, é como se a composição das teclas tocasse apenas para você. Mais uma vez, o tempo espera e para esse breve concerto de verão”, dizia o texto.

O primeiro encontro aconteceu em charmoso café, no Belvedere, na Praça João Cândido, cenário histórico da cidade. Hoje, os dois dividem o mesmo endereço e seguem escrevendo novos capítulos dessa história.

Gostou? Compartilhe!