“Memórias em prosa de uma Piraquara do século passado: de seus 135 anos, a geração anos 80!”

Hamilton “Randy” Mamola pilotava como ninguém aquelas mesas repletas de garrafas e porções. Na maratona das 10:00 h até madruga a dentro o seu humor e simpatia era inabalável , sempre com um sorriso, pano na mão e um pedido de “com licença meu querido!” seguia no circuito impecável.

Nas mesas entre cervejas, “vacas pretas” e X saladas, muitos namoros começaram ali, naquela esquina, no bar do Miltinho, e se consagraram na quadra vizinha da Igreja Matriz.

Subindo a avenida, na bifurcação da Getúlio com a Barão, o agito era na choupana da Bionga. Numa espécie de quiosque; projeto arrojado e corajoso prá época; entre roncos de Opalas, Chevettes, CB’s e DKV’s na provinciana cidade dormitório foi apresentado o Hambúrguer e seus derivados, alternativa “fast food” até então dominado pelo pão do seu Bibe com o Xaxixo do seu Atilio Pedão. Atravessando a ferrovia, de frente com o San Remo e desafiando o União, nas ruínas das fábricas da subida do Kowalczuk a pedida era o Casarão. Ao som de Blitz, Lulu, Kid Abelha, Barão, Roupa Nova, A Cor do Som, Rádio Táxi, Legião, Ira, Paralamas, o Rock Nacional foi a trilha dos finais de semana e os acordes nos violões dos mochileiros nos vagões de trem serra do mar abaixo.

Na esquina da Getúlio com a Francisco Leal, no coração central, tinha o Fifo para uma prosa nos “meio fio” ao anoitecer ou o “Meu Cantinho” do amigo Tricolor da Vila seu Nivaldo para uma sinuca e um martelinho, combinação relax após um dia duro de trabalho e subúrbio.

Aquela geração dos banhos de rio no 87, bolinha de gude e dos inocentes cadernos de confidência colegial ficou, dando passagem para a aurora da juventude dos anos 80.

Parabéns Piraquara, 29 de janeiro, 135 anos! Deste naco de suas memórias saiu a geração que hoje administra suas novas histórias!


Por Edson Francisco de Arruda

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