Lei Lili determina que cães de qualquer porte sejam conduzidos com coleira e guia em espaços públicos

Por Redação 4 min de leitura

A proteção animal ganhou espaço na programação do mês de aniversário de 333 anos de Curitiba. Neste sábado (14/3), no Parque Barigui, a quarta edição de 2026 do evento Amigo Bicho reuniu interessados em adotar animais resgatados pela Prefeitura e também foi marcada pela sanção da Lei Lili, que regulamenta a condução responsável dos cachorros em espaços públicos, assinada pelo prefeito Eduardo Pimentel.

A legislação, de número 005.00647.2025 determina que animais de qualquer porte sejam conduzidos com coleira e guia em ruas, parques e praças. Para cães com mais de 20 quilos, a norma estabelece exigências adicionais de contenção, como guia curta e resistente. Já para raças consideradas de maior potencial de dano, é obrigatório o uso de focinheira.

Segundo o prefeito, a atualização da legislação busca ampliar a segurança e incentivar práticas responsáveis na guarda de animais. A lei começa a valer 99 dias depois de publicação no Diário Oficial.

“A cidade avança ao estabelecer regras claras para a convivência entre pessoas e pets. Proteger os animais é um compromisso de toda a sociedade, porque quando cuidamos deles também mostramos o respeito e o carinho que temos pela nossa cidade e pelas pessoas”, afirmou o prefeito.

A Lei Lili foi motivada pela história da Juliana Laux. Ela era tutora da cachorrinha Lili, que morreu em setembro de 2025 após ser atacada por outros cães no Parque Barigui. O caso gerou grande comoção e acabou inspirando a criação da lei proposta pelo vereador Jasson Goulart, com coautoria das vereadoras Andressa Bianchessi, Meri Martins e Rafaela Lupion, que acompanharam a sanção.

Juliana espera que a história de Lili ajude a evitar novas tragédias. “Nada vai trazer a Lili de volta, mas se essa lei ajudar a proteger outros animais e evitar que outras famílias passem pela dor que eu passei, já vai ter valido a pena”, afirmou.

Adoções

Ao longo do dia, 40 cães acolhidos pelo poder público municipal e por protetores independentes foram apresentados para adoção. Todos os animais disponíveis já estavam castrados, vacinados e identificados por microchip, o que facilita o controle sanitário e a localização em caso de desaparecimento.

A programação também incluiu microchipagem gratuita para cães e gatos de moradores da cidade. O atendimento ocorreu por ordem de chegada, mediante cadastro prévio no site da Rede de Proteção Animal. O procedimento consiste na aplicação de um pequeno dispositivo sob a pele do animal, que funciona como identificação permanente.

A secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, destacou que a ação integra uma política pública contínua de cuidado com os animais resgatados. “A adoção responsável é essencial para garantir um novo lar aos cães que passaram por abandono ou maus-tratos. Cada adoção representa uma nova oportunidade de vida para esses animais”, disse.

Parcerias ampliam ações de proteção

A edição deste sábado também marcou a retomada da parceria com a empresa Adimax, que apoiará os eventos do Amigo Bicho realizados no Barigui ao longo de 2026. Entre as iniciativas previstas está a doação de 15 toneladas de ração para o programa municipal Banco de Ração para Animais.

Outro destaque é o fortalecimento do projeto EduCão, desenvolvido com jovens do Centro de Socioeducação de Curitiba. A iniciativa promove oficinas semanais de socialização e treinamento com cães acolhidos pelo Centro de Referência de Animais em Risco, estimulando a adoção e o aprendizado de atividades ligadas ao cuidado com os animais.

Presenças

Estiveram no evento os secretários Marcelo Fachinello, do Governo Municipal, e Marc Sousa, da Comunicação Social, o vereador Tico Kuzma, presidente da Câmara Municipal de Curitiba; Edson Evaristo, diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente; e Fabiano Cruzara, da Rede de Proteção Animal.

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