Ivonete

Enfim aquela menina que amei
há tantos anos me surge, repentina,
num sonho que sonhei.
Seu nome pulsa-me
nas veias de outrora,
nos olhares esguios…
Musa antiga toda criança.
Muitas vezes a vi no antes
com a minha pequena e inocente alma apaixonada,
em que ela corria desprendida
como uma borboleta.
Eu a seguia com alma e olhos.
Primeira paixão verdadeira
agarrada àquela saia branca
sobre as perninhas morenas.
Em Paranaguá, Ivonete,
lugar e momento que nunca esqueci!
Publicado no livro Réquiem a uma Borboleta
Piraquara – 2008

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