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Fundação da Congregação das Irmãs Passionistas
Maria Madalena sofreu muito para dar vida a um projeto que inquietava seu coração. Projeto a favor das jovens em “risco” de vida e desejosas de serem felizes.
Desde 1812 já vinha amadurecendo no pensamento e no coração de Maria Madalena abrir as portas de sua residência para a reabilitação de jovens desencaminhadas. Na realização do seu projeto ela mesma assumiu os gastos desta obra. É aí que ela abre oficialmente o Retiro de Florência denominado “Retiro Santa Maria Madalena Penitente”, na Rua São Gallo, para acolher as “jovens convertidas da vida desonesta”. É ajudada neste empreendimento por “ outras senhoras: a condessa Marioni, a amiga Luisa Rigoli e a presença das famílias Ricasoli, Nicolini, Antinori e outros benfeitores…”.
Sabemos, pela história que a confirmação deste desejo se deu com a notícia do retorno de Pio VII do exílio na França, passando por Florença, Itália, dia 10 de abril de 1814, e no dia 11 passando por Ímola. Maria Madalena vai ao seu encontro e lhe apresenta seu projeto. O Papa a encoraja e em 10 de junho 1814, compra, da família Casini, os novos cômodos situados junto à Porta S. Gallo em Florença.
Após este processo, com a permissão do bispo e a bênção do Papa Pio VII, no dia 17 de março de 1815 surge, oficialmente, em Florença, junto à Porta S. Gallo a comunidade das Ancilas da Paixão. O Retiro, foi dedicado à Santa Maria Madalena Penitente. Logo se juntam a elas outras jovens. Muitas delas de classes sociais ricas e pobres, ignorantes e instruídas, jovens arrependidas da vida que levavam nas ruas e outras, ainda sem estas experiências.
17/03/1815 FUNDAÇÃO OFICIAL DA CONGREGAÇÃO
Maria Madalena dirige uma súplica ao Pontífice, implorando sua bênção apostólica e a indulgência plenária sobre a próxima vestição das quatro primeiras jovens convertidas, das “… mulheres de “má vida”, que dão esperança de sincera conversão e de dedicar-se à vida cristã”. Madalena sempre alimentou em seu coração esta certeza: Deus, é misericordioso! E transformou esta certeza em uma realidade bem concreta.
Estas convertidas, como Oblatas (Ancilas – tudo o que se oferece a Deus) vestem o uniforme preto em Memória da Paixão e Morte de Jesus. Nascem assim as “Ancilas (Oblatas) da Paixão”. São elas: Asunta Vitale: 25 anos;
– Irmã Gertrudes Vitali / – Maria Baroni: 24 anos; – Irmã Cleofe Baroni / – Luisa Tolini: 19 anos; – Irmã Verônica Tolini / – Margherita Baccherini: 18 anos; – Irmã Crucifixa Baccherini.
Eis a fisionomia desta comunidade passionista “ventre que acolhe, recria e gera”. E à luz da Paixão de Jesus, Maria Madalena e as filhas empreendem uma nova aventura divina: Nada, de meu e de teu. Tudo deve ser em comum (C. 1822, da Pobreza 2) para tornar-se como Jesus, uma “comunidade imolada”. Nesta comunidade, também chamada de retiro, vivem momentos fortes de vida e morte, de grandeza e pequenez.
É uma história de misericórdia! Comunidade peregrina a quem Maria Madalena entrega “para a viagem” uma só bagagem… A Memória da Paixão: força, glória, beleza, raiz, felicidade, ressurreição! Para tornar-se como Jesus, uma “comunidade imolada”. E escreve: “Este edificante Retiro que tantos pecados tira do mundo”. (Constituições1830, 88-89).
Este retiro-comunidade, escreve, que quer ser hoje, um “ninho” um “ventre” para acolher as abandonadas por todos. A sociedade que primeiro as explorou agora as abandona, as desaprecia e as ignora. As chama de escória da humanidade; Madalena ao contrário se lembra de Jesus misericordioso em suas escolhas. É o Bom Pastor que vai ao encontro das ovelhas perdidas, (Jo 10,12) assim fez Madalena, a boa pastora. Ela foi ao encontro, das mulheres “perdidas” pelas ruas de Florença.
As jovens por ela acolhidas, andando pelas ruas, a chama de mãe. São filhas renascidas não de sua carne e do seu sangue, mas de sua fé e de seu amor a Jesus. Algunas destas jovens, como sabemo sentem no seu coração uma forte gratidão . Contemplando o grande amor de Jesus Crucificado e de Nossa Senhora da Dores, sentem-se impulsionadas a retribuir o amor que receberam consagrando-se ao serviço de Deus para reparar os próprios pecados e os pecados do mundo.
Estamos aqui para ser felizes, tornar-nos felizes umas às outras e contagiar com a nossa felicidade aqueles que encontramos!
Textos originais de Ir. Daniela Merlo, CP – Redação: Ir. Ma. Therezinha Tónus, CP