Curitiba integra estudo nacional para criação de novos espaços destinados a crianças nas Casas da Mulher Brasileira
A Casa da Mulher Brasileira de Curitiba recebeu nesta segunda-feira (2/3) a visita técnica do Ministério das Mulheres como parte de um estudo nacional que pretende redesenhar e qualificar os espaços destinados às crianças que acompanham as mães durante o atendimento nas unidades do programa.
A agenda incluiu duas realidades distintas da rede: a unidade de Salvador, inaugurada em 2023 e considerada a mais recente do país, e a de Curitiba, uma das mais antigas e consolidada como referência nacional. O objetivo é cruzar experiências, da estrutura mais nova à que acumula trajetória e boas práticas, para idealizar ambientes psicopedagógicos mais estruturados, seguros e adequados à permanência das crianças durante o período de espera.
Acolhimento
A proposta vai além da ampliação física das brinquedotecas. O foco está na criação de espaços planejados, com abordagem pedagógica e acolhimento qualificado, alinhados às diretrizes de proteção integral à infância dentro da política de enfrentamento à violência contra as mulheres.
Participaram da visita Maura Luciane Souza, coordenadora-geral de Fortalecimento da Rede de Atendimento da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, e Darlan Rosa, artista plástico e colaborador em projetos voltados à infância. Ele é conhecido por ser o criador do personagem Zé Gotinha, símbolo das campanhas de vacinação no país.
A comitiva foi recepcionada pela secretária municipal da Mulher e Igualdade Étnico-Racial, Marli Teixeira Leite, pela diretora de Políticas para as Mulheres, Aline Betenheuser, pelo superintendente, Edson Lau, e pela coordenadora da unidade em Curitiba, Ana Paula Machado.
Para Marli, a iniciativa reforça a necessidade de tratar o atendimento de forma integrada. “Estamos contribuindo para a construção de um novo padrão de espaço psicopedagógico dentro das Casas da Mulher Brasileira. Garantir que essas crianças estejam em um ambiente seguro, estruturado e acolhedor enquanto as mães são atendidas é parte essencial da política de proteção”, afirmou.


