Santos Juninos: Fidelidade até o fim

Por Redação 4 min de leitura

O mês de junho se caracteriza por inúmeros festejos embalados por músicas, danças, comidas típicas regionais e tradicionais…, que num clima festivo esbanja-se alegria, criatividade, convivência, numa mescla de cultura, religiosidade popular e fé, de norte ao sul do Brasil!

 Qual é a razão de tanta alegria? Um dos motivos, talvez o principal, é motivado pelas festas do calendário litúrgico que se celebram em junho: Santo Antônio, no dia 13; São João Batista, no dia 24 e São Pedro, no dia 29.

Neste contexto, vamos fazer memória, dando uma pincelada de alguns aspectos que consideramos relevantes em cada um destes santos que dão uma tônica particular, à luz da fé, a estas comemorações, onde ao final, cada leitor(a) poderá se inspirar para a vivência no dia a dia, a partir dos três santos juninos, com a provocação: E eu?

Não seguiremos a ordem indicada pelo calendário litúrgico, mas pelo momento histórico em que viveram, ou seja, iniciaremos por São João, precursor de Jesus, a seguir por São Pedro que foi discípulo de Jesus e o primeiro Papa da Igreja, e por fim Santo Antônio, discípulo- missionário de Jesus.

São João Batista, cujo nome João, significa “Deus é graça” ou Deus é misericordioso” e Batista: “aquele que batiza” devido à sua missão de batizar nas águas do Rio Jordão. Nasceu na Judéia e seus pais eram Zacarias e Isabel que era prima de Nossa Senhora.

 Sua missão, como precursor, foi preparar os caminhos do Senhor para a vinda de Jesus, pregando o arrependimento, o batismo para o perdão dos pecados, convidando a todos à conversão.  É o último profeta do Antigo Testamento que testemunhou na sua vida a humildade, a coerência, anunciando a verdade com coragem e sabedoria até o fim que lhe custou a prisão e a morte, tornando-se Mártir da verdade. E eu?

São Pedro, era natural de Betsaida, mas vivia em Cafarnaum. Era pescador. Jesus passou na vida dele e no encontro chamou-o para segui-lo, juntamente com seu irmão André, dando-lhe o nome de Pedro (pedra).

 Como discípulo seguiu a Jesus, com seu modo de ser simples, espontâneo, questionador, com seus medos, algumas vezes impulsivo, e atuava frequentemente como porta-voz dos discípulos. Confessou que Jesus é o Filho de Deus e recebeu o encargo de governar a Igreja, com suas fraquezas e quedas fazendo a experiência da misericórdia como pecador arrependido, perdoado, amado e enviado a ser testemunha de Jesus com a vida e a palavra.

 Após a ressureição demonstrou seu amor e liderança entregando-se destemidamente como guardião da fé, à missão evangelizadora, sendo martirizado pela crucificação, consequência de sua fidelidade até o fim, a exemplo do Mestre. E eu?

Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua? De Lisboa porque nasceu em Lisboa (Portugal), em 15 de agosto de 1195, ficou conhecido também como Santo Antônio de Pádua, porque faleceu no dia 13 de junho de 1231, na cidade italiana Pádua, onde acorrem peregrinos e devotos de todas as partes do mundo.

Foi um frade franciscano que viveu na simplicidade os valores do Evangelho e pregou a Palavra de Deus com eloquência, defendendo a fé cristã com sabedoria e firmeza, tendo uma atenção particular para com os pobres. Também é conhecido como “santo casamenteiro”, atribuição dada após sua morte devido a testemunhos de intercessão. Assim tornou-se exemplo de fidelidade a Deus e à Igreja até o fim, sem esquecer o olhar preferencial para com os pobres, como fez e ensinou Jesus. E eu?

Estes santos, nos deixam a mensagem e o testemunho de autenticidade e fidelidade até o fim a Jesus – Caminho, Verdade e Vida- e ao Evangelho que continua ecoando na humanidade tornando-se exemplo de vida e santidade para todos.

Por Ir. Iracema Ferranti, cp

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