Vivência indígena transforma aprendizado em unidades escolares em Pinhais

Por Redação 3 min de leitura

A educação de Pinhais ganha novas cores e sons que vão além das páginas dos livros didáticos tradicionais. Em uma iniciativa que busca valorizar a diversidade e as raízes brasileiras, a Secretaria de Educação (Semed) tem incentivado as unidades de ensino a promoverem experiências reais de interação cultural. Na última semana, em menção ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado no dia 19 de abril, as ações foram intensificadas e permitiram aos estudantes conhecerem a pluralidade dos povos originários de forma sensível e prática.

“O mês dedicado aos povos indígenas serve como um catalisador para projetos que já acontecem durante todo o ano, mas que ganham um brilho especial com a criatividade das professoras e a abertura das unidades para inovarem. A proposta é que essa interação não seja apenas um evento isolado, mas uma semente plantada nos educandos para a construção de uma consciência crítica e respeitosa”, explica a diretora do Departamento de Ensino, Adriana Denise Bento da Rosa.

Em uma das unidades foi promovida uma interação cultural com integrantes do Grupo Nhinkandeá Kariri-Xocó de Alagoas. Liderados por Tawy Tenório Santos, o grupo mostrou aos estudantes da rede municipal uma proposta que foge das apresentações comuns e foca no intercâmbio genuíno. “Viemos aqui para quebrar um pouco da história do livro didático e contar a nossa verdadeira realidade”, afirmou Tawy durante a abertura da atividade. O cacique ressaltou a importância de mostrar quem são os povos originários hoje, utilizando a música e a língua como ferramentas de conexão. Durante a interação, as crianças foram apresentadas ao tronco linguístico Macro-Jê e desafiadas a aprender saudações no dialeto Dzubukuá.

De forma abrangente, todas as unidades de ensino de Pinhais mobilizaram-se com projetos que exploram a riqueza dos povos originários sob diversas perspectivas. “Nossas unidades desenvolveram de maneira geral atividades relacionadas à cultura dos povos indígenas como forma de desmistificar estereótipos e trazer o protagonismo deles para o centro do debate escolar. Ao integrarmos a oralidade, os grafismos e os saberes ancestrais ao cotidiano dos alunos, transformamos o aprendizado em algo vivo, onde o respeito à diferença deixa de ser um conceito abstrato e passa a ser uma vivência compartilhada entre professores, estudantes e a comunidade”, destaca Adriana.

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