Fevereiro Laranja: informação que salva vidas e pode mudar o destino de pacientes com leucemia
O mês de fevereiro ganha uma cor e um propósito que vão além do calendário: o Fevereiro Laranja, campanha nacional de conscientização sobre a leucemia, chama a atenção da sociedade para uma doença silenciosa, mas que exige respostas rápidas. Segundo a professora Débora Marioto, coordenadora de Pesquisa e Extensão e docente do curso de Medicina do Centro Universitário de Pinhais – FAPI, a informação é uma das principais aliadas na luta contra a doença.
“A leucemia é um câncer que se origina na medula óssea e interfere diretamente na produção das células do sangue. Muitas vezes, os primeiros sinais aparecem de forma sutil, o que pode atrasar a busca por ajuda médica”, explica a especialista.
Entre os principais sintomas estão cansaço intenso, palidez, fraqueza, sangramentos espontâneos, manchas roxas pelo corpo, infecções frequentes e febre persistente sem causa aparente. Em crianças, a dor óssea também é um sinal de alerta importante. Quando esses sintomas persistem por mais de uma ou duas semanas, a orientação é clara: procurar avaliação médica.
O hemograma, exame simples e amplamente acessível, costuma ser o primeiro a indicar alterações suspeitas, como anemia, queda de plaquetas e mudanças nos leucócitos. A partir dele, exames mais específicos permitem confirmar o diagnóstico e identificar o subtipo da leucemia — fator decisivo para a escolha do tratamento e para o prognóstico do paciente.
Além do diagnóstico precoce, o Fevereiro Laranja também reforça a importância da doação de medula óssea, que pode representar a principal chance de cura em casos mais agressivos da doença. No Brasil, o cadastro é feito pelo REDOME, ligado ao Instituto Nacional de Câncer (INCA), e o processo é simples, rápido e seguro.
“O grande desafio ainda é encontrar doadores compatíveis. Ampliar o número de pessoas cadastradas significa aumentar as chances de vida para milhares de pacientes”, destaca Débora.
A principal mensagem da campanha é direta e poderosa: informação salva vidas. Reconhecer sinais precoces, valorizar alterações em exames de rotina e se cadastrar como doador são atitudes que podem transformar histórias e oferecer esperança a quem enfrenta a leucemia.
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